Sunday, February 3, 2013

MOACYR FRANCO & LUIZ VIEIRA

Moacyr Franco in 1963,at the height of his popularity as a singer and TV show-man.

Moacyr Franco always considered himself primarily a singer even though his voice was not powerful enough for 1950s standards. He became known as a comedian at TV Paulista's 'Praça da Alegria' portraying a homeless man who bummed a few coins from every passing people always shouting: 'Hey you, gimme some money!' Moacyr recorded 'Me dá um dinheiro aí' (Hey, gimme some money!) based on his TV character and that was a smash hit for the 1960 Carnival. 

Actually, 'Me dá um dinheiro aí' was the last Carnival song to enter the main-stream charts. Carnaval had always been a hit making season in the 1930s, 1940s and 1950s. By the early 1960s, though, it had gone through a radical transformation: people didn't bother to learn new songs every year so they stuck to those good old 1930s hits they already knew, so recording new Carnival songs became obsolete.

Copacabana Discos released a couple of Moacyr singles in 1961, but nothing came out of it until he watched 'Tender is the night' based on Scott Fitzgerald's novel (with Jenniffer Jones) and decided he'd like to record a cover of the main-theme written by Sammy Cahan. Nazareno de Brito, the A&P man at Copacabana adapted Paul Francis Webster's lyrics and conductor Guerra Peixe did the arrangement for 'Suave é a noite' that had a yearning quality to it... something that went straight into one's heart; it shot straight to # 1 in the country and finally made Moacyr Franco a 'real' singer, not only a novelty-record act.

Soon after, Moacyr signed a contract with TV Rio, Channel 13 to star in 'Show Doçura' a half-hour musical variety show where he'd fool around as a comedian and sing romantic ballads like 'Canção do fim' (Make haste, my love) and Evaldo Gouveia & Jair Amorim's 'Ninguém chora por mim' (No one will cry in my place) which became his sign-off theme just like Carol Burnett would have hers in 'I'm so glad we had this time together'. The half-hour was an instant hit and soon Moacyr was poached by TV Excelsior, Channel 9 in São Paulo - the most powerful TV station in Brazil from 1962 to 1965.

In 1963, 'Moacyr Franco Show' was on every Thursday night on TV Excelsior. It was more or less the same as 'Show doçura' - only lasting a full hour. He had the chance to clown around as much as he could, run backstage change into a tuxedo and sing a romantic ballad or introduce a special guest. Moacyr Franco was king on TV and the radio kept on playing Luiz Vieira's 'Balada do amor divino' or 'Pobre Elisa'. 

1963 was Moacyr Franco's best year. He had two Number Ones in the charts: the plaintive guarânia 'Que será de ti?' in which he was accompanied by a Paraguayan trio and Riz Ortoloni & Nino Oliviero's 'Doce amargura' (Ti guarderò nel cuore) main-theme of 'Mondo cane' an Italian exploitation-documentary that was top box-office around the world. Wilton Franco's (no relation) melancholy 'Você, onde está?' was the flip side to 'Doce amargura', Moacyr's greatest hit.

As 1964 arrived Moacyr Franco was still on top of the world. His weekly TV show was still on top but the times were a-changing quickly and there was something in the air. By mid-1964 Brazil had witnessed an influx of the Italian modern music as it had never seen before. Rita Pavone was queen of the Brazilian charts. Bossa-Nova was back again wearing different clothes: a lot of young Brazilian college students were interested in politics and Brazilian music shows (called MPB now) at Teatro Paramount were actual mass celebrations that would be in the news the day after. The Beatles were just around the corner. Even Brazilian rock was showing its claws. Suddenly, Moacyr Franco was not cool anymore... and that's the end of our story.

Moacyr continued to record at RCA Victor, then went back to Copacabana Discos. He's had one of the longest careers in show business. But what really matters to us is this particular magic period from 1962 to mid-1964. That's when Moacyr Franco was king! 

Moacyr Franco na revista Ilusão - Setembro 1960. 
Moacyr Franco em Ribeirão Preto; foto do livro "PRA-7 - A Primeira Rádio do Interior do Brasil"

PRA-7: uma fábrica de talentos. A frase pode ser atribuída, sem nenhuma injustiça, à Rádio Club de Ribeirão Preto, a primeira emissora do interior do Brasil, a segunda do Estado de São Paulo e a sétima a entrar em operação no País, por onde começaram conhecidos nomes como Moacyr Franco e Rogério Cardoso. Segundo o livro "PRA-7 - A Primeira Rádio do Interior do Brasil", dos jornalistas André Luis Rezende e Gil Santiago, a emissora iniciou suas atividades em 23 de dezembro de 1924.

Em 1956, Moacyr Franco veio de Uberlândia, de carona com o Maestro Toledo, que iria para São Paulo, mas fez uma parada em Ribeirão para vender um piano à PRA-7. Ele foi convidado para um teste e passou, começando no "Programa Juvenil".

O jovem Moacir (com "i") de Oliveira Franco, nascido em 5 Outubro 1936, em Ituiutaba-MG, foi registrado em 1º de dezembro de 1956, nas funções de radioator, comediante e cantor. Na página 158 do livro sobre a PRA-7 ele comenta o seu trabalho. "A melhor fase da minha vida foi em Ribeirão Preto. Além de me apresentar nos programas da emissora, eu pintava cartazes e aos sábados fazia shows pelas cidades da região, Jardinópolis, Dumont, São Simão, junto com Luiz Fernando Quirino e Terezinha Ribeiro, cantor e radioatriz".


DJ Raimundo Nobre de Ameida, Moacyr Franco & Luiz Wanderley. 


Me dá um dinheiro, aí 



Moacyr Franco as the homeless man who shouts 'Hey, gimme some money!' in the 1959 movie 'Entrei de gaiato' with popular comedian Zé Trindade & Dercy Gonçalves.

Moacyr Franco começou a ficar conhecido em São Paulo em 1959, fazendo o papel de um mendigo 'cara-de-pau' que interpelava Manoel da Nóbrega, em seu programa humorístico no Canal 5, TV Paulista, exigindo: 'Hey, você aí, me dá um dinheiro, aí!'. O trio de compositores Homero, Ivan e Glauco Ferreira fizeram uma marchina com as famosas palavras do mendigo e o Moacyr gravou na Copacabana para o Carnaval de 1960... e foi o maior sucesso do mundo. Aliás, poderia-se seguramente afirmar que 'Me dá um dinheiro, aí' foi a ultima marcha carnavalesca a atingir o 1o. lugar na Parada de Sucesso, já que esse tipo de gravação não mais conquistava o gosto do povo, já que esse preferia cantar as antigas marchas dos anos 1930 e 1940. 

Moacyr ficou famoso usando os trajes de mendigo, tendo até aparecido no filme 'Entrei de gaiato', de J.B.Tanko, com Zé Trindade e Dercy Gonçalves, produzido no final de 1959, para aproveitar justamente o público carnavalesco que, em janeiro e fevereiro, não só ia à bailes, mas também aos cinemas. 
O Cruzeiro de 1960 cita Moacyr e seu 'mendigo de barbas' como grande sucesso; 'Correio da Manhã' de 30 Julho 1960 registra 'Me dá um dinheiro ai' (Homero Ferreira, Ivan Ferreira e Glauco Ferreira) como 1o lugar em Março 1960; em 5 Junho 1960 o 'Correio' publica a letra de 'Rock do mendigo', composta pelos mesmos irmãos Homero, Sergio e Ivan Ferreira, uma sequência da marcha carnavalesca, agora em forma de rock'n'roll; e o lançamento de seu 1o EP com 'Tu és minha inspiração', 'Romantica' e 'Quero amar', versão de 'I like girls' sucesso do Johnny Restivo. 
Moacyr Franco com Betinho e seu conjunto.

Moacyr, que além de comediante guardava um segredo a 7 chaves... de ser cantor... e cantor romântico ainda por cima, tinha planos secretos de ser um grande 'show-man'. Tentou o rock'n'roll, mas não foi muito longe.

Em 1962, Moacyr gravou 'Suave é a noite', versão de 'Tender is the night', musica-tema do filme de mesmo nome baseado na vida do escritor norte-americano Scott Fitzgerald em suas andanças pela Europa nos anos 1920. Musica de Sammy Fain e letra de Paul Francis Webster, com versão de Nazareno de Brito, o homem-forte da gravadora Copacabana, 'Suave é a noite' subiu para o 1o. lugar assim que foi lançada. Moacyr Franco conseguia, assim, seu intento de ser reconhecido como cantor romântico. A gravação, realmente, era uma pérola e marcou aquele ano de 1962 nos corações de todos.
Devido ao grande sucesso do 78 rpm, a Copacabana já tratou de gravar um album inteiro com Moacyr, dividindo-o em 6 músicas românticas e 6 músicas cômicas, aproveitando o lado humorístico dele. 'Contrastes' trazia pérolas como 'Canção do fim' (Make haste, my love) e 'Ninguém chora por mim', de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, que se tornaria a canção-assinatura de Moacyr em todos suas apresentações.  O lado cômico do LP trazia 'Meu querido lindo' e 'Toureiro suburbano', entre as que mais tocaram no radio.

TV Rio, Canal 13, apostou em Moacyr e o contratou para fazer 'Show doçura', programa de variedades, onde ele apresentaria convidados e faria sketches humorísticos salteados com interpretações românticas de suas canções. A formula era perfeita. Moacyr era muito simpático, com seu fisico peso-pena conseguia empatia da platéia e dos telespectadores.

A Copacabana lançou o album 'Show doçura', já aproveitando o título do programa da TV Rio. 'Pobre Elisa' e 'Balada do amor sublime', de Luiz Vieira, são as grandes atrações do micro-sulco. A formula encontrada era perfeita.
Extended-play lançado pela Copacabana em Portugal, durante o grande sucesso do show-man no Brasil.
Texto da contra-capa do album 'Show Doçura', escrito por Wilton Franco, produtor do programa:

Todas as têrças-feira, por volta das 9 horas da noite, há um ambiente de expectativa e nervosismo nos corredores e estúdios da TV Rio. Apresentadores, atrizes, músicos, maquiadores e um série de outras peças indispensáveis à realização de um bom espetáculo procuram seus postos.

Em apenas 25 minutos o astro do espetáculo terá que mudar, pelo menos, trajes e maquiages completos de cinco tipos - os mais diversos - desde o elegante chansonier de casaca, passando pelo ingênuo Recruta, indo ao irreverente motorista de praça (Taí a viatura!), até o maltrapilho do 'Me dá um dinheiro aí!' e, entre um quadro humorístico e outro, terá que cantar os mais variados gêneros musicais!

Nós vamos assistir a um dêsses espetáculos! Um pouco diferente, é verdade. O intérprete não vai realizar o 'quase milagre' da mutação instantânea de personalidade... vai sòmente cantar... mas, como vai cantar!...

Se, para os seu tipos humorísticos, escolhemos sempre os melhores autores e lhe damos os melhores coadjuvantes, nêsse seu show musical êle nos dá as melhore músicas vestidas pelos melhore arranjadores!...

Sôbre a estante do maestro estão as partituras assinadas por Pachequinho (vibrem com a grandiosidade), Ted Moreno (vivam os detalhes) e Guerra Peixe (curvem-se ante a técnica e o conhecimento)... Hoje é têrça-feira, são quase 9 horas da noite... liguem suas vitrolas... Nazareno de Brito, o produtor dêste espetáculo que vamos assistir, já deu o 'tudo pronto'. Aí vem Moacyr Franco para 'viver' mais um 'Show Doçura'!
O sucesso de Moacyr Franco como 'show-man' na TV Rio foi tão grande que a poderosa TV Excelsior, Canal 9, vendo ouro no esquema, trouxe Moacyr de volta para São Paulo, e ele estreou seu 'Moacyr Franco Show' numa quinta-feira no horário nobre.

Moacyr Franco foi presença dominante do show-business brasileiro no período que vai do pós-carnaval de 1963 até o final do 1o. semestre de 1964. Essa foi a fase gloriosa do cantor-humorista, que tornou-se um 'show-man', como ele sempre quisera. 'Que será de ti?', linda guarânia paraguaya vai p'ro 1o. lugar na voz de Moacyr, acompanhado por um conjunto vocal. Seu 3o. album é lançado pela Copacabana.
Moacyr e a platéia do Teatro de Cultura Artística, auditório arrendado pela TV Excelsior, assistia seu show de quinta-feira de uma posição privilegiada.
Entre as bailarinas do seu 'Moacyr Franco Show', campeão de audiência do Canal 9 às quintas. 
No final de 1963, 'Doce amargura', versão de 'Ti guarderò nel cuore', tema do filme 'Mondo cane', torna-se o maior sucesso de sua carreira. Moacyr estava no auge... era o Rei do Brasil! Sucesso no radio, nas lojas de discos, na televisão... imbatível! Esse compacto-duplo, talvez tenha sido o mais vendido da história... 'Você, onde está?' era mais uma balada sensacional... 
Moacyr Franco em anúncio da norte-americana General Electric
A TV Excelsior, Canal 9 (em São Paulo) era a emissora mais popular do país. 

No entanto alguma coisa nova soprava no ar. Conjuntos instrumentais rockeiros como The Jet BlacksThe Jordans e The Clevers agradavam um público bem jovem e dinâmico. A moderna musica italiana invadia o Brasil com Rita Pavone, a rockeira vulcão. The Beatles apareciam no horizonte e uma nova safra de valores do rock nacional, como Roberto Carlos, apontavam resolutos.

Imperceptivelmente Moacyr estava sendo passado para tras sem quase perceber. De-repente versões deixaram de fazer sucesso. Ao mesmo tempo, me parece, Moacyr teve problemas contratuais com a TV Excelsior, deixando-a por alguns meses. 1964 fervia e Moacyr não percebia. Quando ele se deu conta de si, já era tarde demais. 

No meio desse turbilhão, Moacyr trocou de gravadora, deixando o 'porto seguro'  da Copacabana  para se aventurar na RCA Victor, que tinha dinheiro mas não tinha talento, nem boa administração. Moacyr gravou 'e... moacyr franco', que pode até ser considerado de boa-qualidade, com uma capa 'moderna', porém sem nenhum 'sucesso' para carregar o album. 'Canção falando mal de você', de autoria do próprio cantor em parceria com David Nasser, foi a faixa escolhida para compacto. Foi um sucesso mediano; nada espetacular.
Moacyr Franco no programa 'Reino da Juventude' de Antonio Aguillar, no Teatro Record em 1964. 

Quando ele voltou para a Copacabana em 1966, tudo estava mudado: a Jovem Guarda imperava e Moacyr Franco pertencia ao Passado...

Moacyr Franco had a 2nd lease-of-life when he introduced his young son Guto to TV audiences; here at Intervalo June 1967.


LUIZ VIEIRA & MOACYR FRANCO na TV EXCELSIOR 


Luiz Vieira terminava seu show na TV Excelsior com: 'É tarde, eu já vou indo, preciso ir embora, 'té amanhã...' (Menino de Braçanã). 


Luiz Vieira comanda 'Encontro com Luiz Vieira' na TV Excelsior, Canal 9; no auge de sua carreira em 1963. 

Houve um período entre 1963 e parte de 1964 que Moacyr Franco e Luiz Vieira eram reis. Para sermos mais justos, Moacyr Franco seria o 'rei' e Luiz Vieira o 'príncipe'.

'Moacyr Franco Show' era o programa líder de audiência nas noites de quinta-feira as 20:30 na TV Excelsior. Moacyr brilhava como humorista e cantor romântico em uma hora de variedades.

Luiz Vieira tinha seu 'Encontro com Luiz Vieira', gravado no mesmo palco do Teatro de Cultura Artística, na rua Nestor Pestana e era apresentado às 5as. feiras às 20:00. O sucesso de um programa se estendia ao outro e as noites de quinta eram doces em encanto musical, logo em seguida adoçadas mais ainda pela presença de Richard Chamberlain no papel do jovem 'Dr. Kildare'. Assim, éramos todos felizes assistindo o Canal 9, TV Exelsior em São Paulo e o Canal 2, no Rio de Janeiro.

Isso tudo antes do Golpe Militar de 1964, que fez disso tudo 'passado', quando investiram todo o poderio do Estado na construção de um Canal Único, que veio a se chamar TV Globo. O Brasil tinha sido feliz e não soubera. Era multi-partidário política e artísticamente. Mas a Guerra Fria era impiedosa e passou com seus tratores e tanques por cima de nós todos... e o 'Brasil burro' começou... e continua, de certa forma, até os dias de hoje.


o Teatro de Cultura Artística foi arrendado pela TV Excelsior para ser seu auditório, onde era gravado o 'Show do Meio Dia', 'Moacyr Franco Show', 'Encontro com Luiz Vieira' e outros musicais.


Antonio Borba, Jacqueline Myrna, George Freedman, Marcia ('Ronda'), ator Carlos Zara, maestro Sylvio Mazzucca e moças do corpo de bailado do Canal 9, no programa 'Tele-baile' em 1963.


Luiz Vieira por ele próprio 


Em 1975, Luiz Vieira, comemorando 30 anos de sua carreira artística, se apresenta em um show no Teatro da Lagoa, no Rio de Janeiro e é entrevistado por Antônio Chrysóstomo em 30 de Julho de 1975.

'Sempre sofri um tantão dentro desse mundo', diz Luiz Vieira, 48 anos, corpo magro e barbicha pontuda, pernambucano de Caruarú, ao se lembrar de seus primeiros tempos, no Rio, como engraxate do Hotel Gloria. Antes, vivera com o avô, na Baixada Fluminense, catando caranguejos e os passando aos revendedores. O pai, 'sumira no mundo', logo que enviuvou. O garoto escutava apaixonadamente o radio, admirava Francisco Alves e Orlando Silva e ia ouvindo as músicas e histórias do sertão através da boca do avô.

Luiz Vieira apresenta no Teatro da Lagoa, no Rio, um show de longo título - 'De Rapadura e Cuscuz até Menino Passarinho'. Apesar do que conta ter vivido, Vieira em nenhum momento se amargura, no palco ou fora dele. No começo, houve o habitual rosário de apresentações em programas de auditório, nos 'Calouros do Ary Barroso', e a peregrinação às gravadoras.

O primeiro disco, em 1950, incluía os baiões 'Coreana' - nome de uma violenta gripe da época - e 'Pai, acende o lampião'. Pouco depois, Vieira já era incluído na 'familia real' do baião: Luiz Gonzaga, o rei, e Carmélia Alves, a rainha e ele como príncipe. Havia ainda a menina Claudete Soares, chamada 'princezinha', assim mesmo no diminutivo porque era uma cantorinha muito pequenininha e engraçadinha.

O primeiro sucesso de fato, só viria com 'Menino de Braçanã', em 1954. Era uma toada que mais de 30 cantores e orquestras chegaram a gravar, rendendo ao compositor seu primeiro dinheirinho de substância.

Luiz Vieira acabou mudando-se para São Paulo no início dos anos 1960. Em 1962, consegue o maior sucesso de toda sua carreira, 'Prelúdio para ninar gente grande', mas conhecida popularmente como 'Menino Passarinho'. Seria ironia do destino que seus dois maiores sucessos teriam a palavra 'menino' no título?

Um ano depois, 1963, Luiz Vieira consegue mais um grande sucesso com 'Paz do meu amor' ou 'Prelúdio no. 2', e ganha um programa de TV todo seu chamado 'Encontro com Luiz Vieira', na TV Excelsior, a mais popular emissora do país entre 1963 e 1965, sendo perseguida pelos militares até encerrar suas atividades no final da década.


5 comments:

  1. Acho que é interessante informar que Moacyr Franco quando tentou embarcar no mundo do "rock 'n' roll", fê-lo, inicialmente, com o nome artístico de Billy Fontana, tendo gravado um 78 rpm pelo selo Sound com as músicas ''BABY ROCK'' / ''NAIROBI'', em 1959. E, mesmo com o nome Moacyr Franco continuou a gravar "rocks" e "rock-baladas" no selo Copacabana, como ''QUERO AMAR'', ''ROCK DO MENDIGO'', ''COME PRIMA'', ''TU ÉS MEU GRANDE AMOR'', ''ALEGRIA DE AMAR'', ''HEY, MR. CUPID'', ''ROMÂNTICA''... E, durante a Jovem Guarda, ele continuou a fazer muito sucesso com a chamada música "jovem": ''A DANÇA DO BEIJO'', ''MARY MARRY ME'', ''CATEDRAL DO AMOR'', ''MEIA LUA'', ''JUANITA BANANA'', ''PATRÍCIA'', ''ME PERDERÁS'', ''ISRAEL'', ''O SEGREDO É NOSSO'', entre outras.

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  2. muito bem dito, Druca... obrigado pela informação.

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  3. Muito bom o trabalho de informação. Tenho um LP certamente gravado na década de 60 onde há um pout pourri de diversas canções gravadas ao vivo e inclusive Me dá um dinheiro ai. Tenho interesse de vender para colecionador. Detalhe a capa é vermelha e o Moacyr está sentado.

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  4. Caso se interessem meu email - madureira111@hotmail.com
    Tenho outros exemplares de outros artistas.
    Anizio Silva, Tom Jobim, Vinicius, Roberto Carlos, Simone, Pink Floyd, Dire Straits e outros

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  5. E uma istória bonita , de Moaçyr Franco com 10 anos ja via Moacir cantar , Guto pequenino seu filho, so não podia ver avezes , era de menor ,ea casa não era minha , a verdade eu não tinha , pais separados , e ai vai ...mas sempre dava uma olhadinha ,e ate hoje ainda vejo moacyr abraço Moacyr Franco que deus o abençoa só seu fã eterno .

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